São Paulo, SP – Quando se fala em jogar futebol universitário nos EUA, muitas vezes as primeiras coisas que vêm na cabeça do atleta são os campos bem cuidados, o material esportivo de primeira, etc. Isso realmente faz parte, mas fazer parte de um time de futebol nos EUA é muito mais do que isso; é quase que jogar um esporte diferente.
A primeira diferença fácil de notar quando um jogo de futebol universitário nos EUA começa é o relógio que marca o tempo de jogo. Ao invés de a contagem ser progressiva, de 0 a 45, o relógio começa de trás para frente. Começa em 45 minutos e vai baixando. Quando termina o tempo, não é o juiz que apita, é uma sirene no placar que toca, igual em um jogo de basquete. Todos os torcedores no estádio podem ver o tempo no placar. Não tem descontos do juiz.
Outra diferença bem marcante é a substituição ilimitada no segundo tempo. No primeiro tempo, o treinador pode substituir quantos jogadores quiser, mas somente uma vez. No segundo tempo, são permitidas quantas substituições o treinador desejar e o jogador pode voltar a campo quantas vezes for necessário. Essa regra, deixa o jogo muito mais veloz, pois o jogador sempre vai ter a chance de descansar um pouco no meio do jogo, não é preciso se poupar para ter mais gás no final do jogo.
Se os 90 minutos terminarem empatados, os dois times jogam prorrogação, mesmo na temporada regular. Se depois de dois tempos de 10 minutos (não dois de 15, como no Brasil), o jogo ainda assim estiver sem um vencedor, aí sim o confronto termina empatado.
Durante a temporada de futebol, não é incomum haver jogos três vezes em uma semana, algo praticamente inexistente no futebol brasileiro.
Obviamente, como acontece em praticamente qualquer evento esportivo nos EUA, o hino nacional é executado antes de todos os jogos.
Muitas vezes, o aquecimento dos jogadores no campo é feito com música, que são escolhidas pelos próprios atletas. Em times com muitos atletas estrangeiros, é interessante ver a diferença de gostos musicais dos atletas.
E, por último, a lista mais prestigiada no final da temporada é a dos maiores pontuadores do ano, e não dos maiores artilheiros. Nos EUA, um gol vale dois pontos e uma assistência para gol vale um ponto. Se o jogador for um bom “garçom”, mas não fizer tantos gols, ainda assim ele pode ser o maior pontuador do campeonato.
O jogador que sai do Brasil precisa estar ciente de que um período de adaptação é necessário. Todos os times universitários fazem entre 2 e 4 amistosos antes da temporada começar para que os jogadores se acostumem melhor com o ritmo do jogo

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